São coisas da vida

Eu percebi desde o início sua fugacidade. Como ter olhos tão efêmeros se não era próprio, todo assim?

Olhos que oferecem todo um mundo infinito, que parece tão eterno na embriaguez do mergulho, para, então, em seguida, fugirem assustados e deixarem todo um rastro de inquietudes.

Não me entrega esse olhar de promessas não, porque o que eu sinto agora promessa nehuma acalenta.

‘Já que o brilho desse olhar foi traidor e entregou o que você tentou conter, o que você não quis desabafar e me cortou.’

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“Encostei-me a ti, sabendo bem que eras somente onda.

Sabendo bem que eras nuvem, depus a minha vida em ti.

Como sabia bem tudo isso, e dei-me ao teu destino frágil,

fiquei sem poder chorar, quando caí.”

(Cecília Meireles) 

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