A balada do café triste

abaladadocafetriste

O traumático nem sempre é aquilo que faz ruídos, e sim o que fica mudo. E lá, do silêncio, faz (ruir).”

Eugênio se aprazava com a deliciosa presença da moça. E ela, de lá, nem o via. Estavam na mesma festa, mesmo espaço e tempo, talvez.  Bêbados. Amigos em comum. Longa história juntos. E a moça não se dava pela presença faminta de Eugênio. Não se dava pelo querer de Eugênio.

Eugênio, ao seu modo dramático, sangrava.  Tentou suas maneiras de se fazer notar.

A  moça o olhava, mas não o via.

Eugênio sossegava. Sabia que, ao final da noite, a moça estaria em seus braços dizendo que lhe desejou assim que pôs seus olhos lânguidos e morenos sobre ele.

O que lhe restava por hora era distrair-se com a voz cortante de Janis Joplin que invadia todo o salão.

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