A balada do café triste

 nostalgia

 

Ôh Eugênio!  Já é hora de acabar com isso. Nenhum belo sorriso compensa tanto sofrimento seu..

Não há que se submeter à perversão da moça pra satisfazer seus caprichos libidinosos, Eugênio.

Eugênio oblíquo se entrega cada vez mais às vertigens daquele abismo. Se não ficar atento, é bem possível que Eugênio se jogue na frente de um carro que passa pela rua, tão grande e intenso o desejo de cair.

E Eugênio caía. Nos braços. Na conversa da moça. Acreditava quando essa lhe dizia toda a vontade que sentia dele. Eugênio cria. Mesmo quando não dava e duvidava. Quando a moça sumia e só lhe aparecia casualmente em algum beco da rua.

Quando ela lhe abraçava, Eugênio se esquecia da vida. Virava fumaça efêmera toda a dor que havia existido na noite anterior. Toda a dor do ciúme doentio que sentiu ao ler as doces palavras que a moça havia escrito a um outro amado.

Eugênio entendia que era ele apenas mais um mimo da moça. Sabia que ela não lhe tinha o mesmo amor. Mas se enganava Eugênio. Deixava-se, pois, enganar. Era tão excitante a sensação de se sentir amado! que Eugênio fingia não perceber a unilateralidade. O pensamento da moça em outro(s).

Eugênio morria a cada promessa de amor da moça ao outro. Mas tal era a dor de não tê-la, que Eugênio se habituou a sentir apenas pequena pontada de ciúmes e esquecer logo aquilo, como se não passasse de brincadeira banal de criança.

Eugênio habituou-se a sufocar sua dor. coisa sem importância perto da beleza do que sentia quando estava nos braços daquela moça.

 

“Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão..”

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