A balada do café triste

nostalgia

 

” O inferno são os outros”, afirmava Sartre.

Pode existir algo mais perturbador do que quando os medos e delírios dos outros penetram nossas almas e nos deixam confusos e perdidos?

Eugênio já nem sequer sabia o que queria. O que sentia, já não era mais tão simples ou fácil de expressar.

 

Se perdera na loucura e nos demônios da moça..

 

Tá certo que Eugênio nunca fora um cara muito expressivo, sempre bastante obtuso.  Constantes dificuldades em assumir e encarar seus sentimentos. Eugênio nunca aprendeu a perder. 

E foi assim, com seu ar de solitário oblíquo que seus olhos se deram pela presença da moça, ali parada na sua frente, distraída, com fones nos ouvidos, como se o mundo que transpirava e lutava ao seu redor não lhe tivesse a menor importância. Não fosse sequer digno de uma  mísera atenção dos seus ouvidos.

 

Eugênio assistiu perplexo àquela moça dele a se aproximar. Mal sabia ele que sua vida agora estaria constantemente à beira do abismo.

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