a Louca da casa

Com adoçante e com o que me resta de afeto!

E uma vez mais sofreu  enjoô naquele barco em que se encontrava. Uma vez mais achou que fosse morrer.

Por que sofrimentos amorosos costumam causar nos espectadores um sorrisinho meio gozador, meio piedoso quando a dor de um amor desprezado é tão aguda?!

Era isso que ela sentia, enfim. Um desespero que enfermava, uma desolação que esvaziava.

Havia tão pouco tempo que tinha se esquecido do ardor antes  sofrido pra de novo se entregar àquilo..

Como o universo é cruel!

Tinha rido tantas vezes daquele coroa galanteador ridículo que dizia que os humanos têm memória de peixinho dourado quando se trata de suas paixões amorosas. E quem é que sabe se a memória desses peixinhos dura mesmo dez segundos?

Mas…num parece que, peixinhos dourados a parte ou não, a nossa memória amorosa dura dez segundos depois que tudo acaba?

Não sei não..  daquela vez  não estava tão apaixonada assim. De verdade. Tava mais era encantada. Carência. Achava que gostava.  Mas nem era tudo aquilo. Por isso passou sem deixar muitas mágoas.

aaah! Acontece que ninguém mais vai  fazer ela  sentir, nem  tocá-la daquele jeito! Aquelas coisas. Nunca mais. É impossível.

O que  resta é aprender a conviver com a dor de existir..

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: